.mais sobre mim
.Para ti Carine...
Sempre que precisares, tens aqui toneladas de força para te ajudar... 10000000000000000000000000000
.Maio 2009
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

11
12
13
14
15
16

17
18
19
20
21
22
23

24
25
26
27
28
29
30

31


.posts recentes

. Desculpa ter-te perdido!

. "Esta, meu amor, é a minh...

. Amo-te Mãe!

. Amor é mais que tudo, sim...

. Fechei os sentimentos, an...

. Mar... O meu refúgio

. Não sei...nada sei...e dó...

. Um miminho...

. Desafio... Confiança

. Escolhas e Decisões

.arquivos

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

.tags

. todas as tags

.pesquisar
 
.Fazer olhinhos
.Pensamentos...
"Amar não é aquilo que queremos sentir mas sim aquilo que sentimos sem querer"
blogs SAPO
.subscrever feeds
Domingo, 5 de Abril de 2009
Mar... O meu refúgio

(Albufeira Praia dos Pescadores) 
 
As férias acabaram. Oito maravilhosos dias passaram à velocidade de um sopro de mar, que mal se sentiu, que passou tão de repente, mas que deixou marcas indeléveis impossíveis de apagar. Foi tudo perfeito, desde o primeiro ao último segundo. Mas se por um lado uma enorme felicidade me preencheu a alma, por outro um vazio profundamente indescritível se apoderou de mim na hora de despedida. Fui despedir-me do mar, como se tratasse de um ser que me acolheu na sua casa e que agora me ia ver partir para longe. As águas estavam mais calmas do que alguma vez haviam estado nos últimos dias, a sua limpidez e a sua transparência deixavam ver o seu interior tão puro e genuíno. Os raios de sol espelhavam-se no mar, fazendo reflexos cristalinos, brilhantes e reluzentes. Ao pé de si as crianças brincavam alegremente, sem medos, sem receios, com vontade de brincar. Como desejei tanto voltar a ser criança, voltar a ter aquele eterno e resplandecente sorriso, cair e levantar-me logo a seguir para correr pela areia ainda com uma lagrimazinha no canto do olho, mas com um sorriso maroto nos lábios, e com a força e com a certeza de que tudo é possível. As gaivotas voavam e emanavam alegria a cada novo bater de asas. Às vezes pousavam perto da água, deixando as marcas das suas pequenas patas na areia, que depois eram apagadas com o passear do mar. Como desejei ser gaivota, para poder voar livremente, para poder estar sempre perto do mar, estar sempre perto do céu, estar sempre perto do infinito. Lá ao fundo, o Horizonte olhava fixamente os meus olhos, questionava-me, e ia-me invadindo aos poucos sem pedir licença. Uma nuvem cinzenta aproximou-se lentamente de mim, a cada passo seu o turbilhão adormecido há muito no meu interior ia ganhando vida, ia acordando aos poucos, iam-se agitando os ventos, ia despertando a mágoa adormecida que em mim habitava. Senti uma tristeza inconsolável ao vislumbrar tamanha beleza. À minha frente o mar transformava-se no ser mais que perfeito que habitava a Terra. Desejei tanto ser como ele. Ter a sua beleza, ter a sua grandiosidade, ter a sua transparência, ter a sua elegância, ter a sua magnitude, ter o seu cheiro, ter a sua perfeição, ter a sua força, ter os seus mistérios, ter os seus sonhos, ter o seu brilho, ter a sua maneira de sentir, ter a sua maneira de escutar… Mas acima de tudo, desejei que alguém gostasse de mim da mesma forma como gostam do mar. As lágrimas caíram pela minha face, tentei evitá-las, quis mesmo escondê-las, mas foi impossível. O marulhar das águas parecia ecoar uma suave melodia, uma melodia que me veio abraçar e acolher cada pedacinho de cada lágrima que suavemente deslizava pelo meu rosto. A certa altura deixei de perceber porque chorava. Não sei mesmo porque o fiz, talvez tivesse sido o acumular de tantas outras coisas, o que é certo é que precisava de o fazer, há muito que tinha estas lágrimas guardadas dentro de mim, que queriam soltar-se, que queriam revelar-se. Tal como o mar as minhas lágrimas eram salgadas. Salgadas porque tinham mágoa, porque tinham tristeza, porque eram um triste desabafo, porque tinham sido reprimidas tanto tempo. Procurei respostas, procurei caminhos, formulei perguntas, mas não recebi soluções concretas. Chorei tudo o que tinha para chorar. Aos poucos as lágrimas foram secando, o Sol brilhava intensamente e parecia sorrir-me e dar-me força. Olhei uma última vez para aquela paisagem deslumbrante, única, indescritível. Senti que algo em mim tinha mudado. Senti um alívio, uma paz, uma tranquilidade, uma serenidade, um aconchego… Senti que o mar me tinha roubado os problemas, as dúvidas, as mágoas… Senti-me livre, com capacidade de sonhar, de acreditar, de sentir, de desejar, de lutar, de amar… Senti que o mar me dizia para ir, para seguir o meu caminho sem vacilar, para ter força… Foi o que fiz, depois de agarrar toda a sua força, virei costas e nunca mais olhei para trás. Na minha memória ficou aquela imagem lindíssima… o mar, coberto de luz, coberto de esperança, coberto de certezas...
 
Texto para a Fábrica de Histórias (Real)

sinto-me: :)
música: you are so beatiful

publicado por sp às 22:32
link do post | comentar | favorito
|

8 comentários:
De cuidandodemim a 6 de Abril de 2009 às 18:44
Oh minha linda, que texto tão bonito. Ainda bem que as férias foram boas, fico muito contente. E mais uma coisa te digo: tu já és como o mar e vais, em breve, encontrar quem te aprecie e dê valor como tu queres.
Beijinhos


De SweetDreamer a 6 de Abril de 2009 às 19:54
Olá amiga....
Também vejo no mar um refúgio...os passeios á beira-mar para mim são sagrados.
E quando tenho aquelas músicas especias comigo ainda melhor...
Sinto saudades de ir á praia...De sentir aquela brisa,aquela paz...
Parece qe de repente,por segundos os meus pulmões se enchem de ar e o meu coração de força e de esperança sempre qe inspiro o ar em torno do mar...**
Também a mim já me caíram lágrimas por uma pessoa na praia...já olhei aquele mar imenso e pensei como seria se aquela pessoa ali estivesse comigo.
Já sonhei com o mar,sim. Nunca tive pesadelos,mas sim sonhos...e todos tiveram um final feliz.
O mar pode roubar muitas vidas,é verdade,mas também nos ajuda a viver transmitindo-nos a paz de qe precisamos </3 Beijinhos*


De SweetDreamer a 8 de Abril de 2009 às 23:26
Ai qerida...
O meu mundo caiu.
Descobri qe ele tem namorada...;(
Estou de rastos e n sei o qe fazer...todos me dizem qe ele n me merece,mas...eu nem sei cmo esqecê.lo...Como?
Diz-me como é qe a vida pode ser tão cruel?!
Logo eu qe n faço mal a uma mosca,OG =$

Beijinho e passa no meu qd puderes pf!


De SweetDreamer a 9 de Abril de 2009 às 14:32
Olá querida!
Muito obrigada pelas tuas palavras!!Serviram de muito,acredita...
Ontem,quando contei aos meus melhores amigos e á minha prima NeS o qe se passou,todos se apressaram a dar-me força,a tentar fazer com qe eu sorrisse,e tu,mesmo distante,fizeste o mesmo,e isso para mim tem um enorme valor...
Ainda qe te agradecesse mil vezes por tudo o qe fizeste,seria pouco,pois acalmaste o mesmo coração e contribuiste para amenizar a minha dor...
Agora,os dias são mais cinzentos e ainda estou naquela fase de pensar 'Poderão estar a beijar-se?' e aquelas coisas horríveis,mas acho qe graças a vocês até me estou a aguentar bastante bem...
Se n fossem os amigos qe tenho,nem sei...
Adoro-te minha querida,e sabes que mais?
Mereces ser muitíssimo feliz,pelo maravilhoso ser humano que és! <3

Beijinhos*


De NeS(s) a 10 de Abril de 2009 às 18:35
Dói, mas vai passar.
E tu, estas melhorzinha?
Obrigada pelas tuas palavras. Não mandam a dor embora mas dão.me coragem. Qe Deus te abençoe.
Beijinhos


De Marta a 28 de Abril de 2009 às 18:33
Gosto de ver a minha terra presenciada com tão belo texto.
Está lindo.

Beijinhos


De sp a 28 de Abril de 2009 às 19:19
Olá...
Obrigado pelos elogios ao meu texto. Eu adorei estar em Albufeira, foi fantástico. Tudo, as pessoas são super simpáticas, a praia dos Pescadores é maravilhosa, o mar é lindo.... Foram as minhas melhores férias até hoje, num lugar magnífico. A tua terra é fantástica. Espero voltar aí.
Beijinhos


De Marta a 28 de Abril de 2009 às 19:33
A parte da baixa também é a minha preferida. Mas não é uma terra de que me orgulhe, não falo pela sua beleza mas pelo seu interior. É muito turística, não há convívio, muito abstraída. As próprias pessoas são muito pouco sociais e muito tristes e caladas. Pelo menos as residentes ... estou desejosa de mudar de ares.

Beijinhos


Comentar post